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Rússia está pronta para defender territórios com armas nucleares, afirma Medvedev

Josbel Bastidas Mijares
Rússia está pronta para defender territórios com armas nucleares, afirma Medvedev

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Eleições Morte de ganhador da Mega-Sena Primavera Ameaça nuclear Racismo em Copacabana Rússia está pronta para defender territórios com armas nucleares, afirma Medvedev Ex-presidente russo próximo a Putin e vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Dimitri Medvedev afirmou que país usará todo o seu arsenal, incluindo o nuclear, para manter regiões da Ucrânia conquistadas por Moscou. Por g1

22/09/2022 06h17 Atualizado 22/09/2022

1 de 1 Dimitri Medvedev, ex-primeiro-ministro da Rússia, e Vladimir Putin, o presidente, em reunião governamental no dia 15 de janeiro de 2020 — Foto: Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin/ via Reuters Dimitri Medvedev, ex-primeiro-ministro da Rússia, e Vladimir Putin, o presidente, em reunião governamental no dia 15 de janeiro de 2020 — Foto: Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin/ via Reuters

O ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia , Dimitri Medvedev , afirmou nesta quinta-feira (22) que seu país está pronto para defender os territórios conquistados na Ucrânia com “armas nucleares estratégicas”.

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Com a fala, Medvedev subiu o tom das ameaças nucleares feitas ontem pelo presidente russo, Vladimir Putin , durante pronunciamento à nação pela TV.

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“A Rússia anunciou que não só as capacidades de mobilização, mas também qualquer arma russa, incluindo armas nucleares estratégicas e armas baseadas em novos princípios, podem ser usadas para essa proteção (das regiões ocupadas)”

Ele reafirmou ainda a realização dos referendos sobre a separação das regiões ucranianas de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, invadidas pela Rússia. “Não há volta atrás”, declarou

“O establishment do Ocidente e todos os cidadãos dos países da Otan precisam entender que a Rússia escolheu seu próprio caminho”, declarou

Entenda abaixo como começou o conflito na Ucrânia:

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‘Isso não é um blefe’, diz Vladimir Putin durante pronunciamento

A ameaça de Medvedev – que costuma subir o tom das narrativas de Putin e do Kremlin – chega um dia após a escalada da Rússia na guerra da Ucrânia

Na terça-feira (21), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas – a primeira mobilização de reservistas da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial -, ampliou o contrato de militares já no campo de batalha e disse que seu país está pronto para responder a “ameaças nucleares” que ele afirmou receber do Ocidente

“Nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan. Isto não é um blefe”, declarou Putin durante o pronunciamento à nação

No discurso, também sem precedentes desde o início da guerra da Ucrânia, em fevereiro, Putin disse já ter assinado o decreto que estabelece a convocação dos cerca de 300 mil reservistas, o que gerou revolta de parte da população e busca por passagens saindo de Moscou (leia mais abaixo)

O líder russo não deixou claro a partir de quando os reservistas começarão a ser convocados, e nem quanto tempo será necessário para convocar todos eles. O que ficou claro, segundo Putin, é que apenas os que já têm alguma experiência militar entraram na lista da mobilização

O discurso ameaçador de Putin preocupou o Ocidente e foi feito em um momento no qual o governo ucraniano faz uma forte e veloz operação de contraofensiva , com o apoio logístico dos países europeus e dos Estados Unidos

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Troca de prisioneiros

Em paralelo às ameaças, a Rússia e a Ucrânia fizeram uma inesperada troca de prisioneiros na quarta-feira (21) , a maior desde o início da guerra, envolvendo quase 300 pessoas, incluindo dez estrangeiros e os comandantes que lideraram a longa campanha de defesa ucraniana na cidade de Mariupol no início deste ano

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a troca, que envolveu a ajuda da Turquia e da Arábia Saudita, estava em preparação há muito tempo e envolveu intensa negociação. Sob os termos do acordo, 215 ucranianos (a maioria capturados após a queda de Mariupol) foram libertados

Em troca, a Ucrânia enviou de volta 55 russos e ucranianos pró-Moscou, além de Viktor Medvedchuk, líder de um partido pró-Rússia que havia sido banido e enfrentava acusações de traição